Um dos principais nomes do ciclismo nacional, LUCIANO PAGLIARINI é o mais novo reforço da equipe Memorial/ Santos/ Giant/ Nossa Caixa.
A chegada do atleta encheu de entusiasmo o técnico CLÁUDIO DIEGUES, também treinador da seleção brasileira para as disputas de pista.
Um dia antes da apresentação oficial do novo contratado, DIEGUES falou com grande admiração sobre PAGLIARINI, comparando o seu retorno da Europa à chegada do jogador RONALDO, o Fenômeno, ao Corinthians.
Confira entrevista com o treinador:
O que representa para o ciclismo nacional o retorno de Luciano Pagliarini, após dez anos morando na Europa?
Para o nosso ciclismo tem o mesmo peso que a volta ao futebol brasileiro de Ronaldo, jogando no Corinthians.
O Luciano está entre os poucos ciclistas nacionais que se tornaram profissionais na Europa, e ciclismo profissional é só na Europa.
Em outros continentes, até existe, mas não na mesma concepção.
Dentro destes ciclistas, ele foi um dos mais vitoriosos.
Conseguiu, nesse período, integrar três equipes do ProTour, que é a elite do ciclismo profissional no mundo.
Eu vejo desta forma.
A comparação com Ronaldo já diz a importância que o Luciano vai ter para o ciclismo brasileiro.
E mais ainda por ele ter escolhido a equipe Memorial.
E para a Memorial, qual a importância de contar com um ciclista como o Pagliarini?
Vai ser importantíssimo para dar um suporte maior.
A equipe não vem em um momento brilhante.
Vem de bons resultados, porém sem grandes vitórias.
A vinda dele pode dar um upgrade no desenvolvimento dos atletas mais novos e dar uma sustentabilidade para os mais experientes, que estão sobrecarregados.
Nós temos um quarteto, com (Marcos) Novello, (André) Pulini, Tonho e Eduardo Wolverine, que está tentando segurar a onda, mas é difícil.
A temporada é longa.
Corremos de janeiro a janeiro.
A chegada do Pagliarini vai trazer certa tranquilidade.
Ele não vai chegar ganhando provas, mas a sua presença vai dar uma estabilidade à equipe.
Ele traz experiência e qualidade?
Com certeza.
O Pagliarini ficou um tempo parado e retornou aos treinos há dois meses.
Como ele se encontra para a disputa da Volta de São Paulo?
Não tem muito que esperar.
A partir do momento em que ele se sente apto e hora de por para correr.
Vamos ver as reações dele durante as etapas e ver até onde dá para a equipe trabalhar em sua função ou ele fazer um trabalho para os melhores atletas da equipe na competição.
Então a forma que você pretende trabalhar com ele, agora, é ver como ele se encontra para integrá-lo da melhor maneira ao time?
Lógico.
Ele larga na Volta de São Paulo sem nenhuma obrigação.
Até porque ele inicia um projeto da Memorial e dele pessoal.
Nós vamos tentar fazer o melhor ciclo olímpico possível, ajudando o Brasil a ter uma estrutura nova, com uma nova linha de pensamento, de acordo com o ciclismo mundial.
Ele começa um ciclo olímpico junto com a gente e vamos procurar com que, não só ele, mas outros atletas do Brasil, e de preferência da Memorial, consigam fazer este ciclo de uma forma para o País chegar à Olimpíada de Londres com boas possibilidades.
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