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| 6/30/2009 8:08:04 AM RAAM: Cláudio Clarindo completa o duro desafio
“Uma prova para ficar na minha mente e na história”. Com essa declaração, o santista CLÁUDIO CLARINDO (Sais da Terra/ Specialized/ Terracom/ Angio Corpore/ Melora/ VO2Max) comemorou, e muito, a conclusão, na madrugada deste Domingo dia 28 de junho, da Race Across América (RAAM), considerada a prova de endurance mais dura do Mundo, após pedalar 3.021 milhas (4.861 km), ininterruptamente, cortando os Estados Unidos, de costa a costa. O desafio foi realizado em 10 dias 22 horas e 25 minutos e o ciclista enfrentou diversas dificuldades no percurso, como climas desérticos, acima dos 49 graus, e montanhas acima dos 5 mil pés (cerca de 1.500 metros), além de problemas, como uma queda logo no primeiro dia, causando várias escoriações e lesões no pulso esquerdo e tornozelo direito. O resultado lhe garantiu um novo recorde brasileiro para a categoria solo (individual) e a sétima colocação geral. Esta foi a segunda vez que o atleta de 32 anos completou a RAAM e, apesar da experiência de 2006, teve um agravante. “Os patrocinadores foram bem reduzidos e meu orçamento também. Contei com cinco pessoas nesses 10 dias, que se doaram a este objetivo. Tenho de agradecer, de coração, a todos. Ao Fábio Goulart, ao Japão (Willian Carvalho), ao Toninho Pinheiro, ao Leonardo Santos, que também atuou como meu mecânico, e a minha esposa, Elisabete Pereira”, destacou. Para pedalar quase 5 mil km, CLARINDO contava com a preparação física e psicológica, mas a equipe de apoio foi fundamental a cada momento. “Principalmente no final, quando já estava desgastando e sofri uma crise existencial e joguei a bike de lado. A equipe teve cabeça para me trazer de volta. Todos foram sensacionais e responsáveis pelo resultado. Estou feliz e sei que fizemos o nosso melhor”, relatou. Entre as muitas superações nos 10 dias de competição, alguns pontos foram cruciais. O primeiro deles a queda logo na primeira noite. “Estava desenvolvendo uma boa velocidade e uma pedra estava no caminho. Foi um tombo feio. Recomecei a prova na última colocação e enfrentei as montanhas do Colorado. Foram quatro acima dos 5 mil pés”, contou. “Também enfrentamos uma tempestade, com todos os ciclistas tendo de procurar abrigo em seus carros de apoio. Depois, teve o Deserto de Utah, um dos lugares mais belos que já pedalei, mas a falta de umidade e o calor excessivo fizeram alguns dos grandes nomes da prova desistirem”, lembrou CLARINDO, que na RAAM usou uma Specialized Roubaix para trajetos sinuosos e montanhas, e uma Specialized Transition, para os percursos planos. Mas, sem dúvida, o maior obstáculo foi mesmo no Kansas, com uma onda de calor, com três dias acima dos 49 graus. “Achávamos que o pior seria o deserto. Realmente foi duro, o nariz sangrava, mas no Kansas foi pior. O calor era insuportável e dos 29 atletas inscritos, 14 desistiram. Já estávamos com seis dias de prova. Eu estava na décima posição e nesse ponto a equipe de apoio ajudou demais”, comentou. Com a colaboração de Fábio Maradei | ||||||||||||
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